Museu Casa Eduardo Ribeiro

Segundo material de divulgação do museu, a casa foi a última moradia do ex-governador Eduardo Gonçalves Ribeiro, no período de 1890 a 1900, na Rua José Raimundo Clemente do antigo Bairro São José (atual Centro de Manaus). Depois foi residência da família do engenheiro Bretislau de Castro, entre os anos de 1907 a 1961, que deu o nome da família ao palacete por mais de 50 anos. Tempos depois o prédio foi vendido à União e transformado numa instituição de serviços de saúde pública.

Os dados históricos apontam que a moradia do Eduardo Ribeiro foi somente sua chácara (hoje Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro), pois não há iconografia e nem documentos que provem seu endereço em outra localização. Também não há precisão quanto à data de construção da casa, para isso necessitaria uma investigação específica, pois nem sempre os anos que aparecem nas cartelas de casas antigas comprovam a real data. Tais dados entram em contradição com o material de divulgação do Estado, especialmente quando afirma que o Palacete foi a “última moradia” do ex-governador.


O Palacete no começo do século XX .



O prédio foi cedido pela União em 2002, por meio de comodato, ao governo do Estado, pela portaria n. 168 de 24 de abril de 2002 do Ministro de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão, com o objetivo de criar uma casa-museu da Secretaria de Estado de Cultura, incluindo a implantação de um museu digital da memória da medicina do Amazonas. 

O museu foi inaugurado no dia 18 de março de 2010 como Museu Casa Eduardo Ribeiro – Palacete Bretislau de Castro – Academia Amazonense de Medicina e memória da medicina do Amazonas. O espaço está caracterizado com objetos e mobília de época e exposições virtuais, acolhe ainda no andar térreo a sede da Academia Amazonense de Medicina e o Museu Virtual da Memória da Medicina.


No dia da inauguração / Fonte: Rila Arruda, 2010.


Há amostras da pintura original em alguns cômodos. O acervo consiste em móveis e utensílios domésticos, objetos de uso pessoal, instrumentos de trabalho, vestuários e uma reprodução de uma charrete, todos típicos do final do século XIX e começo do século XX. Ainda há o acervo textual da vida profissional (mensagens, relatórios e fotos) do Eduardo Ribeiro, além de engenheiro, como jornalista, militar e político. Os documentos sobre a família Bretislau de Castro também compõem o acervo da casa-museu, e o acervo da história da medicina compõe o museu digital no pavimento térreo.


Por dentro e por fora da casa / Fonte: Rila Arruda, 2010.


Dentro do museu é visível a diversidade de objetos de época, mas ao mesmo tempo é passada a ideia de que os móveis, utensílios e objetos de decoração se remetem de fato ao período de vivência do Eduardo Ribeiro. Sabe-se que não há documentação e iconografia que provem que a casa foi do ex-governador, e que todo o acervo foi comprado em variados antiquários, logo é uma falsa memória e não um espaço como uma real casa-museu, mesmo que seja uma “homenagem ao Eduardo Ribeiro”.

Assista mais:

http://www.youtube.com/watch?v=IJtVNT7-CWc


Endereço: Rua José Clemente, 322 – Centro Histórico de Manaus
Telefone: (92) 3234-8755
E-mail: Rua José Clemente, 322 – Centro Histórico de Manaus
Horário: Terça a Sábado: 09h às 17h; Domingo 16h às 20h

Comentários

  1. É um palecete lindo, por esse lado a restauração do prédio é um resgate de uma fase arquitetônica da cidade, ligado a um período de opulência. Quanto ao dono original é tão controverso quanto a vida do próprio Eduardo Ribeiro.

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